Essa sou eu Nome: °Gaby°
Idade: 13
Signo: Sagitário
Cor: Vermelha
Coisas que adoro: Rock, dormir, amigos, musica,comer, cinema,animes, etc...
Coisas que odeio: inveja, ciúme,falsidade,pessoas que me fazem chorar.

E mail: °Meu Mail(Gaby)°

Site de poesias: http://www.secrel.com.br/jpoesia/avz.html




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Terça-feira, Setembro 21, 2004

Lembrança de morrer

Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.



E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.



Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
¿ Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;



Como o desterro de minh'alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade ¿ é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.



Só levo uma saudade ¿ é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!



De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos ¿ bem poucos ¿ e que não zombavam
Quando, em noite de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.



Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!



Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.



Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo....
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!



Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nelas
¿ Foi poeta ¿ sonhou ¿ e amou na vida.¿



Sombras do vale, noites da montanha
Que minh'alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!



Mas quando preludia ave d'aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua prantear-me a lousa!

| 3:09 PM

Sexta-feira, Setembro 10, 2004

Lágrimas de sangue

Ao pé das aras no clarão dos círios
Eu te devera consagrar meus dias;
Perdão, meu Deus! perdão
Se neguei meu Senhor nos meus delírios
E um canto de enganosas melodias
Levou meu coração!
Só tu, só tu podias o meu peito
Fartar de imenso amor e luz infinda
E uma Saudade calma;
Ao sol de tua fé doirar meu leito
E de fulgores inundar ainda
A aurora na minh'alma.
Pela treva do espírito lancei-me,
Das esperanças suicidei-me rindo...
Sufoquei-as sem dó.
No vale dos cadáveres sentei-me
E minhas flores semeei sorrindo
Dos túmulos no pó.
Indolente Vestal, deixei no templo
A pira se apagar - na noite escura
O meu gênio descreu.
Voltei-me para a vida... só contemplo
A cinza da ilusão que ali murmura:
Morre! - tudo morreu!
Cinzas, cinzas...
Meu Deus! só tu podias
À alma que se perdeu bradar de novo:
Ressurge-te ao amor!
Malicento, da minhas agonias
Eu deixaria as multidões do povo
Para amar o Senhor!
Do leito aonde o vício acalentou-me
O meu primeiro amor fugiu chorando.
Pobre virgem de Deus!
Um vendaval sem norte arrebatou-me,
Acordei-me na treva... profanando
Os puros sonhos meus!
Oh! se eu pudesse amar!... - É impossível!
Mão fatal escreveu na minha vida;
A dor me envelheceu.
O desespero pálido, impassível
Agoirou minha aurora entristecida,
De meu astro descreu.
Oh! se eu pudesse amar!
Mas não: agora
Que a dor emurcheceu meus breves dias,
Quero na cruz sangrenta
Derramá-los na lágrima que implora,
Que mendiga perdão pela agonia
Da noite lutulenta!
Quero na solidão - nas ermas grutas
A tua sombra procurar chorando
Com meu olhar incerto:
As pálpebras doridas nunca enxutas
Queimarei... teus fantasmas invocando
No vento do deserto.
De meus dias a lâmpada se apaga:
Roeram meu viver mortais venenos;
Curvo-me ao vento forte.
Teu fúnebre clarão que a noite alaga,
Como a estrela oriental me guie ao menos
Té o vale da morte!
No mar dos vivos o cadáver bóia -
A lua é descorada como um crânio,
Este sol não reluz:
Quando na morte a pálpebra se engóia,
O anjo se acorda em nós - e subitâneo
Voa ao mundo da luz!
Do val de Josafá pelas gargantas
Uiva na treva o temporal sem norte
E os fantasmas murmuram...
Irei deitar-me nessas trevas santas,
Banhar-me na frieza lustral da morte
Onde as almas se apuram!
Mordendo as clinas do corcel da sombra,
Sufocando, arquejante passarei
Na noite do infinito.
Ouvirei essa voz que a treva assombra,
Dos lábios de minh'alma entornarei
O meu cântico aflito!
Flores cheias de aroma e de alegria,
Por que na primavera abrir cheirosas
E orvalhar-vos abrindo?
As torrentes da morte vêm sombrias,
Hão de amanhã nas águas tenebrosas
Vos rebentar bramindo.
Morrer! morrer!
É voz das sepulturas!
Como a lua nas salas festivais
A morte em nós se estampa!
E os pobres sonhadores de venturas
Roxeiam amanhã nos funerais
E vão rolar na campa!
Que vale a glória, a saudação que enleva
Dos hinos triunfais na ardente nota,
E as turbas devaneia?
Tudo isso é vão, e cala-se na treva -
Tudo é vão, como em lábios de idiota
Cantiga sem idéia.
Que importa? quando a morte se descarna,
A esperança do céu flutua e brilha
Do túmulo no leito:
O sepulcro é o ventre onde se encama
Um verbo divinal que Deus perfilha
E abisma no seu peito!
Não chorem! que essa lágrima profunda
Ao cadáver sem luz não dá conforto...
Não o acorda um momento!
Quando a treva medonha o peito inunda,
Derrama-se nas pálpebras do morto
Luar de esquecimento!
Caminha no deserto a caravana,
Numa noite sem lua arqueja e chora...
O termo... é um sigilo!
O meu peito cansou da vida insana;
Da cruz à sombra, junto aos meus, agora
Eu dormirei tranqüilo!
Dorme ali muito amor... muitas amantes,
Donzelas puras que eu sonhei chorando
E vi adormecer.
Ouço da terra cânticos errantes,
E as almas saudosas suspirando,
Que falam em morrer...
Aqui dormem sagradas esperanças,
Almas sublimes que o amor erguia...
E gelaram tão cedo!
Meu pobre sonhador! aí descansas,
Coração que a existência consumia
E roeu um segredo! ...
Quando o trovão romper as sepulturas,
Os crânios confundidos acordando
No lodo tremerão.
No lodo pelas tênebras impuras
Os ossos estalados tiritando
Dos vales surgirão!
Como rugindo a chama encarcerada
Dos negros flancos do vulcão rebenta
Gotejando nos céus,
Entre nuvem ardente e trovejada
Minh'alma se erguerá, fria, sangrenta,
Ao trono de meu Deus...
Perdoa, meu Senhor!
O errante crente
Nos desesperos em que a mente abrasas
Não o arrojes p'lo crime!
Se eu fui um anjo que descreu demente
E no oceano do mal rompeu as asas,
Perdão! arrependi-me!

| 2:14 PM

Quinta-feira, Setembro 09, 2004

Anjo da morte

Doce melancolia que me faz viver,
da escuridão do céu eu vivo,
Entro em sua alma vazia
e a encho de dor,
Doce dor de um vento frio
sobre minha face,
Sua beleza é seu espírito solitário,
que vaga na escuridão da noite.

Seu sentimento maior é seu abismo,
O que é a vida se a morte é bela
como seus olhos negros?

Um silêncio profundo me ronda
mas eu sei que é sagrado,
O vazio da noite é meu descanso
logo espero o mais profundo dele

Em breve deixo esse mundo pertubador,
ele virá em breve para me levar,
Deixarei tudo que me resta,
Sei que o anjo da morte chegará

É e chegou...

Hoje estou em um lugar melhor...

Andreas Ziegler

| 3:08 PM

Adeus meus sonhos

Adeus meus sonhos! Eu pranteio e morro
Levo da existência uma saudade
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade
Missérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve me luto
Que me resta meu Deus? Morra comigo
Estrela de meus cândidos amores
Já que não sinto no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores
Álvares de Azevedo

| 3:07 PM

DesireLove
Love. You Truly Desire Love. You long for someone
to hold you and take the pain away. You haven't
been in much relationships or you need to work
on how to handle them. You always seem lost in
a daydream about the person you care about
most.

PLEASE RATE


What Do You Truly Desire? *PICS*
brought to you by Quizilla

| 3:01 PM

Sexta-feira, Setembro 03, 2004

"Saudade"(Wanderlino Arruda)

Da amizade,
Do amor,
é a presença do ausente,
é dor gostosa, dor alegre,
que vai direitinho ao coração.
Sentir saudade
é querer bem perto
O bem-querer.
É pensar em ir, querer voltar.
É buscar ver o que não alcança a vista.

Sentir saudade é mergulhar no infinito,
e penetrar na solidão,
buscando a companhia,
imaginando sorrisos,
colorindo sonhos.
Saudade é transfusão de sentimentos,
convite de reconforto,
carinho infinito, infinita ternura.
Saudade é alegria que fere,
tristeza que alivia.

| 10:10 PM

"Sonho terno e eterno"(Wanderlino Arruda)

O sonho não deve acabar,
não deve !
Que seja bom e eterno,
sempre presente,
sempre !
Lindo,
expressivo
como o olhar da mulher linda.
Sonho alegre e colorido
muito mais do que feliz !
Tão belo
tão terno
como o sorriso que encanta
os mais belos momentos
do meu viver !


| 12:18 PM